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Sergio Galvão

4 de out de 2011

Internet para TODOS




  • No Brasil há mais de 40 milhões de computadores e mais de 38 milhões de internautas ficando mais de 26 horas por mês navegando na rede. A fatia de domicílios com acesso à web também cresceu comparado ao ano de 2005. Saltou de 23,8% para 27,4% do total de domicílios brasileiros que possuem computador com acesso à rede e 34% da população nacional é usuária efetiva da Internet, ou seja, acessou a rede nos últimos três meses e agora esse número pode dobrar devido ao inicio do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).
  • Agora moradores de 344 municípios poderão contratar internet com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps) a preço de R$ 35, dentro do Programa Nacional de Banda Larga. As empresas de telefonia fixa – Oi, Telefônica, Algar Telecom e Sercomtel – firmaram termos de compromisso com o governo para participar do programa confirmaram o início das ofertas, encaminhando ao Ministério das Comunicações a lista de municípios a serem atendidos na primeira fase.
  • Nesta tentativa de diminuir o abismo entre quem pode pagar preço alto e a maioria absoluta que não pode contratar o serviço, entre ela está o negro, os termos de compromisso firmados com as empresas de telefonia fixa determinam os principais requisitos a serem cumpridos, como preço baixo e velocidade estável para alcançar logo em seu inicio um significativo número de famílias excluídas da internet por conta dos altos preços praticados no mercado em geral.
  • Este acordo – se somado a outras politicas de inclusão, pode beneficiar ainda mais os negros brasileiros, pois já, mesmo no ano de 2003, nos domicílios chefiados por brancos, 78% não tinham acesso a: microcomputador, 83% a internet e 53,5% a telefone celular. No caso dos domicílios chefiados por negros, esses valores eram, respectivamente, de 93%, 95% e 71% dos que não tinham acesso, revelando, portanto, uma elevada marginalização digital da população negra. Ainda de acordo com o estudo realizado em 2005, cerca de 28% da população brasileira autodeclarada branca na Pnad utiliza a internet, de maneira geral – mais que o dobro dos 13,3% da população negra. Em relação à população branca (27,8%), na região Sul a população negra tem menos acesso à internet (15,3%). De qualquer forma, mesmo diante desta diferença, o uso desta ferramenta pelos negros é uma demonstração clara de importante uso como meio de informação e libertação.
  • Outro ponto importante existente no acordo entre o Palácio do Planalto e as operadoras do sistema de telefonia e de banda larga para a diminuição do valor mais caro do Mundo, média de R$ 70,85 reais mensais, é sobre as operadoras não fazer venda casada, ou seja, obrigar o consumidor a comprar outro produto além da conexão confiável e estável à internet, mas poderão ofertar internet móvel onde não for possível por meio da fixa.A Telefônica, detentora da telefonia fixa no Estado de São Paulo, já oferece o serviço de banda larga dentro do PNBL, direcionando o serviço para 229 cidades do estado de São Paulo a um valor de R$ 29,80 e não inclui, promocionalmente, nenhum tipo de limite de downloads.
  • A Telefônica também já oferece, por meio de sua empresa de telefonia móvel, a Vivo, internet móvel a R$ 29,90 em mais de 1,5 mil cidades onde a operadora possui rede 3G.Na próxima semana, o Ministério das Comunicações vai publicar na internet uma lista completa dos municípios onde já está havendo oferta de banda larga a preços populares. Ontem (29), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, garantiu que o governo vai acompanhar e cobrar das empresas o cumprimento do termo de compromisso. Segundo ele, as empresas estão oferecendo o serviço antes mesmo do prazo estabelecido pelo ministério.
Fonte:Educafro